Alerta de Tempestade do INMET e OMM Advertem para Riscos na Bahia e mais Regiões
- Editorial O Bahia Post

- 20 de mar. de 2025
- 4 min de leitura
Cidades enfrentam chuvas intensas, ventos e granizo em 20 de março de 2025.

Salvador, 20 de março de 2025 – O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, emitiu hoje, às 12h00, um alerta de tempestade classificado como “Perigo Potencial” para diversas cidades da Bahia e de estados como Goiás, Tocantins, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais e o Distrito Federal.
O aviso, reforçado por um comunicado da Organização Meteorológica Mundial (OMM), prevê chuvas de 20 a 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos entre 40 e 60 km/h e possibilidade de queda de granizo, com validade até as 23h59 desta quinta-feira, 20 de março. A previsão aponta riscos como quedas de galhos, estragos em plantações e alagamentos leves, mobilizando autoridades e moradores das áreas afetadas.
O alerta abrange municípios como Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Formosa do Rio Preto, no Extremo Oeste Baiano, além de cidades como Abadiânia (GO), Águas Lindas de Goiás (GO), Aliança do Tocantins (TO), Altamira (PA) e outras nas regiões listadas pelo INMET: Leste Goiano, Ocidental e Oriental do Tocantins, Sudoeste e Sudeste Paraense, Nordeste e Norte Mato-grossense, Norte e Noroeste Goiano, Sul Goiano, Noroeste e Norte de Minas, e todo o Distrito Federal.
A área afetada reflete uma frente climática ampla, influenciada por condições atmosféricas instáveis que cruzam o Centro-Oeste, o Norte e o Nordeste do Brasil, segundo análise do Climatempo em 19 de março.
A OMM, em comunicado emitido ontem, 19 de março, destacou que as temperaturas acima da média nos oceanos Atlântico e Pacífico, agravadas por um El Niño enfraquecido mas persistente, estão intensificando eventos climáticos extremos em 2025. O Correio reportou que o INMET, alinhado ao alerta global da OMM, identificou um sistema de baixa pressão combinado com alta umidade como o principal gatilho para as tempestades previstas.
“Estamos monitorando uma convergência de massas de ar que pode trazer impactos localizados,” informou o órgão em seu boletim oficial, recomendando atenção especial a áreas rurais e urbanas vulneráveis.
Os riscos potenciais incluem danos leves, como quedas de galhos de árvores, pequenos estragos em plantações – especialmente milho e soja, culturas predominantes no Extremo Oeste Baiano e no Centro-Oeste – e baixo risco de alagamentos ou cortes de energia elétrica.
O INMET orienta a população a evitar se abrigar sob árvores durante rajadas de vento, devido ao leve risco de descargas elétricas, e a não estacionar veículos perto de torres de transmissão ou placas de propaganda. “Desligar aparelhos eletrônicos da tomada também é uma medida simples que pode prevenir acidentes,” acrescentou o instituto, sugerindo contato com a Defesa Civil (telefone 199) ou o Corpo de Bombeiros (193) para mais informações.
Na Bahia, o Extremo Oeste, uma das regiões mais afetadas, já enfrenta um 2025 marcado por extremos climáticos. O A Tarde noticiou em janeiro que a seca prolongada de 2024, a pior em décadas segundo o INMET, deixou rios como o São Francisco com níveis críticos, impactando a agricultura familiar.
Agora, as chuvas intensas previstas podem trazer alívio, mas também preocupação. “Se vier granizo ou ventos fortes, as lavouras recém-plantadas podem sofrer,” alertou um agrônomo local ao jornal, destacando o risco para pequenos produtores que dependem do clima para o cultivo de feijão e mandioca.
Em Goiás e no Distrito Federal, áreas urbanas como Águas Lindas e Brasília estão em alerta para possíveis transtornos. O Correio Braziliense informou em 2024 que o DF registrou alagamentos em 30% das chuvas acima de 40 mm/dia, um cenário que pode se repetir hoje. Já no Tocantins e Pará, o Sudoeste Paraense e o Oriental do Tocantins, incluindo cidades como Altamira e Almas, enfrentam desafios adicionais devido à topografia e à proximidade com rios como o Xingu e o Tocantins, que podem transbordar com acumulados de 50 mm em 24 horas, segundo projeções do Climatempo.
O Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio do INMET, reforçou a importância de medidas preventivas para proteger a produção agrícola. Em 2023, o órgão lançou um sistema de alertas climáticos integrados com a Defesa Civil nacional, que em 2025 já emitiu mais de 150 avisos de eventos extremos, conforme o Estado de Minas.
A previsão de granizo, embora de baixa probabilidade, preocupa pecuaristas no Norte de Minas e no Nordeste Mato-grossense, onde o gado pode ser afetado por tempestades súbitas. “Estamos em contato com associações rurais para orientar os produtores,” disse um representante do ministério ao Correio.
A OMM, em seu alerta global, enfatizou que 2025 está entre os anos mais quentes já registrados, com eventos climáticos intensificados pelo aquecimento global. O The Guardian, em reportagem de fevereiro, citou o órgão prevendo chuvas acima da média no primeiro trimestre no Hemisfério Sul, um padrão que se confirma agora.
No Brasil, a combinação de calor recorde – 25,02°C de média em 2024, segundo o INMET – e umidade elevada cria condições para tempestades como a de hoje, afetando desde grandes fazendas até comunidades ribeirinhas.
Para os municípios listados, como Abadiânia (GO), com cerca de 20 mil habitantes (IBGE, 2023), e Luís Eduardo Magalhães (BA), polo do agronegócio com 90 mil moradores, os impactos variam. Em áreas urbanas, o risco está nos ventos e alagamentos pontuais; nas rurais, nas lavouras e na infraestrutura precária de estradas vicinais.
O Bahia Notícias relatou em 2024 que o Extremo Oeste Baiano perdeu 15% de sua safra de soja devido a chuvas mal distribuídas, um alerta para os produtores que agora enfrentam o oposto: precipitação intensa e repentina.
A Defesa Civil da Bahia já mobilizou equipes em cidades como Barreiras, onde a previsão de 50 mm/dia pode sobrecarregar sistemas de drenagem. “Estamos preparados para atuar rapidamente em caso de emergências,” informou o órgão ao A Tarde. No Distrito Federal, a Companhia Energética de Brasília (CEB) monitora a rede elétrica para evitar interrupções, enquanto em Goiás, a Secretaria de Agricultura orienta agricultores a proteger equipamentos e colheitas expostas.
O INMET e a OMM destacam que, embora o alerta seja de “Perigo Potencial” – o segundo nível numa escala de quatro –, a situação exige cautela. Comparado a eventos extremos de 2024, como as enchentes no Rio Grande do Sul (G1, maio de 2024), os riscos atuais são menores, mas não desprezíveis.
A previsão é de que as chuvas diminuam na madrugada de 21 de março, mas o monitoramento segue ativo. Enquanto isso, a população das áreas afetadas se prepara para uma tarde e noite de tempo instável, com a esperança de que os danos sejam mínimos.
























