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Tom Cruise, Superman e Avatar: As Apostas Para Salvar as Bilheterias de 2025

Cinema busca recuperação com grandes estreias após anos de crise.


Superman 2025 | Reprodução
Superman 2025 | Reprodução

São Paulo, 23 de março de 2025 – Tom Cruise enfrentando sua possível última missão impossível, um novo Superman vestindo a capa vermelha e o retorno da saga sci-fi recordista “Avatar” são as grandes apostas das bilheterias para 2025.


Esses filmes, entre outros, carregam as esperanças dos operadores de cinema de que a longa recuperação do setor após a pandemia de Covid-19 finalmente ganhe força neste ano.


Cinco anos após o início da crise sanitária, o hábito de ir ao cinema ainda não voltou aos patamares pré-pandemia, com as receitas nos Estados Unidos e Canadá alcançando apenas US$ 8,6 bilhões em 2024 – 25% abaixo dos US$ 11,4 bilhões de 2019, segundo a Reuters. Após greves em Hollywood em 2023 atrasarem produções, 2025 promete um calendário robusto que pode, enfim, reacender o interesse do público.


O ano começou com sinais de cautela, mas as expectativas para os próximos meses são altas. Segundo o The Straits Times, a indústria cinematográfica, abalada por paralisações e mudanças de comportamento do público, depende de grandes nomes e franquias para reverter a maré.


“Mission: Impossible – The Final Reckoning”, previsto para maio, pode marcar o adeus de Tom Cruise à franquia que começou em 1996. No trailer, ele diz “uma última vez,” sugerindo um encerramento épico para o agente Ethan Hunt. O filme estreia no feriado do Memorial Day nos EUA, junto com o live-action de “Lilo & Stitch” da Disney, dando o pontapé inicial na temporada de verão (Omelete).


Cruise, conhecido por suas acrobacias insanas e por atrair multidões, é uma peça-chave para o sucesso de bilheteria.


Em julho, “Superman”, dirigido por James Gunn (Guardiões da Galáxia) e estrelado por David Corenswet, assume o centro do palco. O filme da Warner Bros. traz um novo Homem de Aço após a era de Henry Cavill, com a promessa de revitalizar o herói mais icônico dos quadrinhos.


Gunn, que já transformou personagens menos conhecidos em sucessos no Universo Marvel, tem a missão de conquistar tanto os fãs nostálgicos quanto uma nova geração. A estreia coincide com a temporada de blockbusters, que começa em maio com “Thunderbolts*” da Marvel – uma equipe de anti-heróis – e segue com “The Fantastic Four: First Steps” no final de julho (US News).


Esses títulos da Marvel são apostas seguras, mas “Superman” carrega o peso de ser um símbolo cultural em um mercado saturado de super-heróis.


O grande trunfo do ano, porém, vem em dezembro com “Avatar: Fire and Ash”, o terceiro capítulo da série de James Cameron. O primeiro “Avatar” (2009) é o filme de maior bilheteria de todos os tempos, com mais de US$ 2,9 bilhões globais, e o segundo, “Avatar: O Caminho da Água” (2022), ocupa o terceiro lugar, com US$ 2,3 bilhões (Reuters).


O novo longa, que explora os clãs de Pandora em um cenário de fogo e cinzas, é visto como o “divisor de águas” para as bilheterias de 2025. Tim Richards, CEO da Vue Cinemas na Europa, disse à Reuters: “Vamos ver ‘Avatar’ como o ponto de virada. 2026 tem um número extraordinário de grandes filmes, mas 2025 será o início.” A expectativa é que o filme impulsione as vendas de fim de ano, ao lado de “Wicked: Part Two” e “Zootopia 2” (Hindustan Times).


A indústria precisa desses sucessos para se recuperar. Em 2024, a bilheteria doméstica nos EUA e Canadá ficou aquém do esperado, mesmo com hits como “Deadpool & Wolverine” e “Dune: Part Two”. A greve de roteiristas e atores em 2023 atrasou produções, criando um efeito dominó que Richards descreveu como “uma matriz complexa de filmmaking que leva tempo para se realinhar” (KFGO).


Paul Robbins, analista citado pela Reuters, projeta que 2025 terminará com um leve aumento, “talvez flertando com US$ 9 bilhões” na América do Norte – ainda longe dos níveis pré-pandemia, mas um passo adiante. O retorno total aos US$ 11,4 bilhões de 2019, porém, permanece incerto.


Outros filmes reforçam o calendário. Brad Pitt estrela “F1” em junho, interpretando um piloto de Fórmula 1 em uma produção que promete ação e glamour (Straits Times). Em novembro e dezembro, além de “Avatar” e “Wicked: Part Two”, a Disney lança “Zootopia 2”, uma continuação animada que deve atrair famílias no período de festas (Daily Times).


Esses títulos diversificados – ação, super-heróis, ficção científica e musicais – tentam atingir todos os públicos, algo essencial após anos em que o streaming roubou parte da audiência dos cinemas.


A Disney, em particular, aposta alto após um 2024 de resultados mistos. Enquanto “Mufasa: O Rei Leão” teve um desempenho sólido, com projeções de US$ 700 milhões globais (Cinepop), outros lançamentos, como “Wish” (2023), decepcionaram, arrecadando apenas US$ 82 milhões em duas semanas contra um custo elevado (Web ID 21).


“Avatar: Fire and Ash” pode ser o salva-vidas do estúdio, que já investiu bilhões na franquia de Cameron. A empresa espera repetir o fenômeno dos filmes anteriores, que juntos somam mais de US$ 5 bilhões, consolidando Pandora como um universo lucrativo (Business Recorder).


O sucesso desses filmes não depende só de nostalgia ou efeitos visuais, mas de reconquistar um público que se acostumou ao conforto do streaming.


A pandemia mudou hábitos, e o aumento dos preços dos ingressos – cerca de US$ 10,50 em média nos EUA em 2024 (Statista) – não ajuda. “Mission: Impossible” traz Cruise, de 62 anos, em acrobacias que desafiam a idade, mas precisa provar que ainda atrai além dos fãs leais. “Superman” enfrenta a fadiga de super-heróis, enquanto “Avatar” deve superar o risco de saturação em uma franquia que lança filmes a cada três anos (Yahoo).


Se 2025 será um divisor de águas, como prevê Richards, depende de execução. A CinemaCon, em abril, reunirá executivos de estúdios e donos de cinemas para discutir o futuro da indústria (Boursorama).


Sean Baker, diretor de “Anora” e premiado nos Oscars de 2025, lançou um “chamado à luta” para que cineastas e público apoiem as salas de exibição (Zonebourse).


Para o Brasil, onde as bilheterias caíram 30% entre 2019 e 2023 (ANCINE), esses filmes podem reacender o interesse, especialmente em cidades como Salvador, com sua forte cultura de cinema.


Tom Cruise, Superman e “Avatar” são mais que estreias – são símbolos de uma indústria em busca de redenção. Se entregarem o esperado, 2025 pode marcar o início de uma nova era para o cinema. Caso contrário, o setor enfrentará outro ano de incertezas.

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