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Vídeo: Avião Faz Pouso Forçado na BR-101 em SC, Sem Vítimas

Monomotor aterrissou entre carros em Garuva, sem feridos ou danos, em um dos trechos mais movimentados de SC.



Garuva, 05/04/2025 – Um avião monomotor realizou um pouso forçado na BR-101, uma das rodovias mais movimentadas do Brasil, na manhã deste sábado, na altura do quilômetro 15, em Garuva, no norte de Santa Catarina.


O incidente, ocorrido por volta das 11h50, surpreendeu motoristas que trafegavam no trecho em direção a Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Vídeos gravados por testemunhas mostram a aeronave descendo entre carros e caminhões, em uma manobra que passou sob fiações elétricas antes de parar no acostamento.


Segundo a Arteris Litoral Sul, concessionária responsável pela administração da rodovia, não houve vítimas. O único ocupante da aeronave, o piloto, saiu ileso.


A BR-101, que corta o país do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte, é uma artéria essencial para o transporte de cargas e passageiros, especialmente no trecho sul, que conecta cidades estratégicas como Joinville e Florianópolis.


O pouso forçado interrompeu parcialmente o fluxo no sentido sul, mas as faixas foram liberadas até as 12h40, conforme informou a Arteris. A concessionária relatou que a remoção do monomotor foi concluída rapidamente, embora a lentidão persistisse devido à curiosidade dos motoristas e ao trabalho das autoridades no local.


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que o avião partiu do aeroclube de Garuva com destino a Joinville, a cerca de 20 quilômetros dali. Uma pane no motor teria obrigado o piloto a buscar um pouso de emergência. A habilidade do aviador foi evidente nas imagens, que mostram a aeronave evitando colisões com veículos e obstáculos como postes e cabos de energia.


O monomotor, identificado como um modelo de pequeno porte, ficou posicionado no acostamento após a aterrissagem, permitindo que o tráfego fosse retomado sem maiores transtornos.


A Arteris Litoral Sul destacou que o incidente não resultou em danos a terceiros ou ao pavimento da rodovia. Equipes da concessionária e da PRF foram mobilizadas imediatamente para sinalizar o trecho e garantir a segurança. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina também esteve presente, mas não precisou atuar, já que o piloto desembarcou da aeronave sem ferimentos.


Até o momento, a identidade do piloto não foi divulgada, e as causas da falha mecânica seguem sob investigação pelas autoridades aeronáuticas.


O pouso forçado na BR-101 não é um evento isolado na história recente da aviação brasileira. Em 2023, um incidente semelhante ocorreu na BR-040, em Minas Gerais, quando outro monomotor aterrissou em uma rodovia após problemas técnicos, também sem vítimas.


Esses casos expõem os desafios enfrentados por pilotos de pequenas aeronaves em situações de emergência, especialmente em áreas densamente povoadas ou próximas a grandes vias.


A proximidade do aeroclube de Garuva, a poucos quilômetros do local do pouso, sugere que o piloto tentou retornar à origem ou encontrar uma pista alternativa antes de optar pela rodovia.


A aviação de pequeno porte tem crescido no Brasil, com mais de 15 mil aeronaves registradas até 2024, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Santa Catarina, com sua malha de aeroclubes e aeródromos, é um polo ativo nesse setor, mas os incidentes levantam questões sobre manutenção e segurança.


O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi notificado e deve apurar as circunstâncias da pane. Relatórios preliminares serão fundamentais para determinar se houve falha mecânica ou erro humano, embora a manobra bem-sucedida indique preparo do piloto.


Motoristas que presenciaram o pouso relataram surpresa e alívio. Um vídeo amplamente compartilhado nas redes sociais mostra o monomotor descendo em baixa altitude, com carros desacelerando para evitar a trajetória da aeronave.


Um caminhoneiro, que preferiu não se identificar, disse ao portal G1 que “parecia cena de filme, mas o piloto foi muito preciso”.


No X, usuários elogiaram a destreza do aviador, com comentários como “um herói anônimo” e “um milagre no meio da BR-101”. Essas reações, embora anedóticas, refletem o impacto do evento na percepção pública.


A BR-101 em Santa Catarina é conhecida por seu tráfego intenso, especialmente nos fins de semana, quando turistas e moradores locais se deslocam entre o litoral e o interior.


Dados da Arteris indicam que o trecho entre Garuva e Joinville registra uma média de 40 mil veículos por dia, o que torna o pouso ainda mais notável pela ausência de colisões.


A rodovia já foi palco de outros incidentes inusitados, como o tombamento de uma carreta com produtos químicos em janeiro de 2025, em Paulo Lopes, mas eventos envolvendo aeronaves são raros.


O clima na região, nesta manhã de sábado, estava estável, com céu claro e ventos moderados, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Isso descarta condições adversas como fator imediato para a pane, reforçando a hipótese de problema técnico.


A investigação do Cenipa pode levar semanas ou meses, dependendo da complexidade do caso, mas a prioridade inicial será inspecionar o motor e os registros de manutenção do monomotor.


A segurança viária também entrou em pauta após o incidente. A Arteris informou que reforçará a sinalização no trecho, embora o pouso não tenha causado danos estruturais à pista.


A PRF, por sua vez, destacou a importância de os motoristas manterem a atenção em situações inesperadas, como a presença de uma aeronave em uma rodovia federal. O episódio reacende debates sobre a necessidade de áreas de pouso emergencial próximas a aeródromos, uma medida que poderia reduzir riscos em casos como este.


Para o comércio local, o incidente trouxe um misto de curiosidade e transtorno. Postos de gasolina e lanchonetes ao longo da BR-101 relataram um aumento temporário no movimento, com motoristas parando para comentar o ocorrido.


Em Garuva, uma cidade de cerca de 16 mil habitantes, o pouso virou assunto imediato, mas sem impactos econômicos significativos. Joinville, destino original do voo, segue como hub industrial e não registrou reflexos diretos no tráfego aéreo comercial.


O piloto, apesar de não identificado, recebeu reconhecimento informal pela condução da emergência. Especialistas em aviação consultados pelo NSC Total apontaram que pousar em uma rodovia exige precisão para evitar veículos e obstáculos, além de rápida tomada de decisão.


A ausência de vítimas ou danos materiais reforça a avaliação positiva da manobra, que poderia ter tido desfecho bem diferente em um trecho tão movimentado.


A longo prazo, o caso pode influenciar políticas de segurança aérea e rodoviária. O aumento de voos de pequeno porte no Brasil, aliado à expansão da malha rodoviária, cria cenários em que incidentes como este podem se repetir.


A Anac monitora cerca de 200 ocorrências aeronáuticas por ano, a maioria sem gravidade, mas a visibilidade de um pouso na BR-101 chama atenção para a necessidade de protocolos mais robustos.


O Cenipa, em relatórios anteriores, já recomendou melhorias na formação de pilotos para emergências fora de aeródromos.


Enquanto a investigação segue, o incidente de Garuva permanece como um exemplo de como a perícia humana pode evitar tragédias.


A rodovia voltou à normalidade no início da tarde, mas os vídeos continuam a circular, mantendo o episódio vivo na memória coletiva.


Para os motoristas que presenciaram a cena, foi um susto passageiro; para a aviação brasileira, é um lembrete dos desafios de operar em um país de dimensões continentais e infraestrutura em constante transformação.

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